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Nunes mente ao culpar Haddad e ‘natureza’ por mortes nas chuvas: piscinão atrasado começou em 2022 sob sua gestão

  • imprensa5967
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Prefeito responsabiliza gestões anteriores por tragédia que matou casal na zona sul; obras do reservatório que poderia ter evitado a morte começaram há três anos e seguem inacabadas


Foto: Subprefeitura do Campo Limpo
Foto: Subprefeitura do Campo Limpo

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) respondeu ao aumento de mortes relacionadas às chuvas em São Paulo com mentiras escancaradas: jogou a responsabilidade para gestões anteriores, especialmente a de Fernando Haddad (PT). O alvo principal das críticas é um piscinão no Capão Redondo que poderia ter evitado a tragédia que matou o casal Marcos da Mata Ribeiro, 68, e Maria Deusdete, 67, tragados pelo córrego do Morro do S na Vila Andrade em 16 de janeiro.


O problema é que as obras começaram em 2022 – já sob a gestão Nunes – e a conclusão estava prevista para o segundo semestre de 2025. Não foram entregues. Nunes também atribuiu a responsabilidade à “natureza”, dizendo que a culpa pela tragédia que vitimou cidadãos paulistanos recai sobre a quantidade de chuva que cai em áreas específicas, e ainda criticou especialistas que afirmaram não haver precipitações mais intensas este ano. 


São Paulo registrou quatro mortes relacionadas a temporais desde dezembro, superando as três do verão anterior. Além do casal, Romeu Maccione Neto, 75, se afogou em ponto alagado na Vila Guilherme no último domingo. Claudineia Perri Castiglioni, 54, morreu atingida por muro que desabou em ventania em dezembro.


Vale lembrar que a negligência da gestão Nunes é ampla, e torna a cidade vulnerável em diversos sentidos durante a temporada de fortes chuvas. No início do verão, a Prefeitura acumulou mais de 20 mil pedidos de podas na cidade, atraso que resultou em queda de luz pela cidade e acidentes graves, alguns deles fatais.

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