#50 | Newsletter do PSOL de São Paulo
- há 20 horas
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Newsletter do PSOL | 50ª Edição
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Boa leitura!
Ediane Maria e Natalia Boulos denunciam policial da PRF que produz conteúdo misógino ao MPF

O policial rodoviário federal Breno Vieira Faria, de 31 anos, se tornou alvo de denúncia protocolada nesta quinta-feira (8) no Ministério Público Federal. A representação, assinada pela deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP) e pela pré-candidata a deputada federal Natália Boulos (PSOL-SP), pede investigação por irregularidades no exercício do cargo e pela produção de conteúdos misóginos e 'red pill' nas redes sociais.
Faria é criador do canal "Café com teu pai", que reúne mais de 2 milhões de seguidores em suas redes sociais. A representação sustenta que parte relevante dos conteúdos publicados apresenta "forte carga de estereotipação e desqualificação de mulheres". Entre os exemplos citados estão vídeos em que o influenciador afirma que mulheres com múltiplos parceiros seriam "vagabundas", enquanto homens na mesma situação seriam valorizados. Um dos conteúdos de maior alcance, com milhões de visualizações no TikTok, compara mulheres a fechaduras que "não prestam para nada" se "abrem por qualquer chave", enquanto homens seriam "chaves mestras".
Entenda o caso aqui.
Boulos classifica novo relatório sobre apps como "retrocesso" e recuo para as plataformas

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou como “retrocesso” o novo relatório do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) sobre o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos. “O relatório é um retrocesso em relação às versões anteriores e atende às pressões das plataformas”, afirmou o ministro. O parecer foi apresentado na última terça-feira (7) e está previsto para votação na próxima semana.
Na avaliação do Planalto, o substitutivo representa uma "piora" em diversos pontos que haviam sido negociados anteriormente. Uma das principais mudanças diz respeito ao modelo de remuneração, que oferece duas opções ao trabalhador: receber R$ 8,50 por entrega de até 3km de carro ou 4km a pé, bicicleta ou moto; ou receber por tempo trabalhado, com pagamento mínimo proporcional a dois salários mínimos por hora, atualmente R$ 14,74. O governo avalia que o relatório abre brecha para que as plataformas escolham unilateralmente o modelo de remuneração, bastando notificação com 60 dias de antecedência. A mudança poderia prejudicar o cumprimento da taxa mínima. Boulos defende valor mínimo de R$ 10 por corrida, diferente dos R$ 8,50 propostos pelo parlamentar.
Saiba mais sobre esse boicote do Congresso Inimigo do Povo aqui.
MP abre inquérito para investigar Nunes por ceder Interlagos de graça ao Lollapalooza

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar as irregularidades na cessão gratuita do Autódromo de Interlagos ao Lollapalooza 2026 pela gestão Ricardo Nunes (MDB). A investigação questiona a cessão à organizadora do evento sem licitação, o que lesa diretamente os cofres públicos da capital paulista.
O caso ganhou contornos mais nítidos quando se compara com o ano anterior: em 2025, a prefeitura arrecadou R$ 2,7 milhões pelo uso do espaço. Em 2026, a cessão foi gratuita. Em contrapartida, o município passou a figurar como "apoiador institucional" do festival, com direito a expor sua marca em palcos, tendas e painéis de LED, além de repostar conteúdos do evento nas redes sociais oficiais. A gestão Nunes, em suma, trocou dinheiro público por visibilidade de marketing. A vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) foi quem primeiro acionou o MP, antes mesmo de o inquérito ser aberto. Em sua representação, ela questionou a ausência de qualquer processo transparente para justificar a renúncia de receita.
Entenda esse novo escândalo de Nunes aqui.
Erika Hilton defende criminalização da misoginia: “É o combustível do feminicídio no Brasil”

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) saiu em defesa do Projeto de Lei nº 896/2023, conhecido como “PL da Misoginia”. Em entrevista, a parlamentar rebateu críticas e sustentou que a misoginia não pode ser compreendida como um fenômeno episódico ou meramente cultural, mas como uma engrenagem estruturante das desigualdades de gênero no país.
A proposta busca incluir a misoginia – entendida como ódio, aversão ou discriminação contra mulheres – no rol de crimes previstos na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989), ampliando a proteção penal para casos de violência motivada por gênero. “Eu a defino como essa tecnologia de controle e desumanização que tenta manter as mulheres (em todas as suas pluralidades) em lugares de subalternidade”, afirmou Hilton. “É o combustível que mantém o Brasil no topo dos rankings de feminicídio e violência política de gênero”, declarou.
Veja mais sobre esse projeto de lei aqui.
Tarcísio grava vídeo com investigado por ameaçar candidata com arma

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi flagrado em vídeo ao lado de Felipe Antônio de Lima Silva, investigado por violência política com arma contra uma candidata durante as eleições de 2024. As imagens, gravadas durante agenda oficial em Franco da Rocha na última semana, mostram o governador jogando sinuca e interagindo de forma descontraída com o investigado, chegando a abraçá-lo.
O histórico de Felipe Lima é grave. Em julho de 2024, a então candidata à prefeitura de Caieiras, Josie Cristine Aranha Dártora (PV), registrou boletim de ocorrência após a circulação de um vídeo em que ele aparece empunhando uma arma de fogo e fazendo ameaças diretas contra sua candidatura. De acordo com o registro policial, Felipe Lima afirmou que iria "defender Caieiras na bala" e, ao lado de outro envolvido, declarou que a candidata seria prefeita "só se for no cemitério".
Conheça as companhias de Tarcísio aqui.
Cultura | FLIPEI volta mais forte após vencer tentativa de censura de Ricardo Nunes

A resistência cultural tem endereço certo em agosto: a Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (FLIPEI) anuncia sua 8ª edição após vencer a tentativa de censura da gestão Ricardo Nunes em 2025. Programada para acontecer entre 5 e 9 de agosto nos Campos Elíseos e Bixiga, a FLIPEI já provou que o silenciamento só fortalece a luta.
Em 2025, cinco dias antes do evento, a Fundação Theatro Municipal rompeu unilateralmente o contrato que garantia o uso da Praça das Artes, alegando "cunho político-ideológico". A manobra, vista como retaliação pela presença do historiador Ilan Pappe e outros convidados pró-Palestina na programação, teve efeito contrário: a FLIPEI bateu recorde com 50 mil visitantes e vendas históricas, consolidando-se como o principal evento literário progressista no Brasil.
Mais informações sobre a nova edição da FLIPEI aqui.
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