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Cultura | "Águas subterrâneas: narrativas de confluências" coloca rios paulistas no centro do debate artístico e climático

  • imprensa5967
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Mostra no Tomie Ohtake propõe diálogo entre França e Brasil através de conversa imaginária entre o Charente e o Tietê com obras de 12 artistas contemporâneos


Foto: Divulgação/Instituto Tomie Ohtake
Foto: Divulgação/Instituto Tomie Ohtake

Quem mora em São Paulo, sabe bem o que significa viver em uma cidade onde a água é, ao mesmo tempo, escassa e devastadora. A exposição Águas subterrâneas: narrativas de confluências, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 8 de março, chega em um momento quase didático: enquanto o debate sobre crise hídrica e mudanças climáticas segue urgente, 12 artistas franceses e brasileiros propõem olhares sensíveis e críticos sobre nossos cursos d'água.


A mostra integra a Temporada França-Brasil 2025 e propõe um diálogo inusitado: o que o rio Charente, que atravessa Angoulême na França, teria a dizer ao nosso Tietê? Essa conversa imaginária entre dois rios que testemunharam histórias coloniais, processos extrativistas e agora enfrentam crises ambientais é o ponto de partida para obras que tratam rios não como meros recursos naturais, mas como seres vivos com direitos intrínsecos.


Entre os 12 artistas, nomes como Barbara Kairos, Julien Creuzet, Daniel de Paula, Luana Vitra, Marcos Ávila Forero e o Coletivo Coletores apresentam trabalhos que exploram desde questões de infraestrutura urbana até as memórias ancestrais que os rios carregam. A curadoria de Ana Roman, Catalina Bergues e Irene Aristizábal costura essas narrativas com um olhar atento aos futuros possíveis diante do colapso climático.


A exposição já passou pelo Frac Poitou-Charentes, na França, entre maio e setembro de 2025, e agora chega a São Paulo com uma urgência particular. Afinal, somos a cidade que convive com enchentes mortais no verão e racionamento no inverno, que viu seu principal rio virar esgoto e agora tenta reconciliar-se com suas águas. Ver o Tietê — e os rios que São Paulo insiste em enterrar — como participantes da história e agentes de transformação é, talvez, o primeiro passo para imaginar outros futuros.


Águas subterrâneas: narrativas de confluências


Instituto Tomie Ohtake (Rua Coropés, 88 - Pinheiros)

Até 8 de março de 2026

Entrada gratuita

Ter a dom, 11h às 20h

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