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Cultura | "Ònà Irin: caminho de ferro" reencanta joalheria afro-brasileira e celebra protagonismo de mulheres negras no Sesc Belenzinho

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Exposição de Nádia Taquary transforma "joias de crioulas" em instalações imersivas com trilhos, espelhos e paisagem sonora; mostra gratuita fica até 26 de abril


Foto: Thales Leite/Reprodução/Sesc
Foto: Thales Leite/Reprodução/Sesc

O Sesc Belenzinho recebe até 26 de abril a exposição "Ònà Irin: caminho de ferro", da artista Nádia Taquary, que propõe uma travessia sensorial e simbólica pelos caminhos de Ogum, Exu, Ìyàmìs, Orikis e Yabás. A mostra entrelaça arte contemporânea, ancestralidade e espiritualidade afro-brasileira em uma experiência imersiva que celebra o protagonismo das mulheres negras na construção da cultura brasileira.


Após temporadas no Museu de Arte do Rio (MAR) e no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), a exposição chega a São Paulo com curadoria de Amanda Bonan, Ayrson Heráclito e Marcelo Campos. O ponto de partida é a joalheria afro-brasileira, historicamente conhecida como "joias de crioulas" — adornos que foram, para mulheres negras escravizadas e libertas, símbolos de identidade, liberdade e resistência.


O espaço expositivo se organiza a partir dos "ònà irin" — caminhos de ferro, em iorubá — materializados em trilhos que conduzem os visitantes pelo galpão. Espelhos estrategicamente posicionados multiplicam os caminhos ao infinito, enquanto luzes focais e uma paisagem sonora concebida por Tiganá Santana intensificam a atmosfera de travessia e contemplação.


Entre as obras, destaca-se "Mundo/Ifá", uma grande cabaça adornada com búzios que abre o percurso expositivo. Logo adiante, a instalação "Oferenda", acompanhada do poema "Oriki de Ogum", evoca a força do movimento e da abertura de caminhos. Os balangandãs — amuletos e pendentes usados pelas mulheres negras — ganham protagonismo tanto como objetos-esculturas quanto em uma videoinstalação que os amplifica e ressignifica.


Por entre os trilhos refletidos nos espelhos, encontram-se ainda as Ìyàmìs, Orikis e Yabás, divindades que encarnam a potência feminina ancestral em suas múltiplas formas. A mostra transforma o galpão do Sesc em um território de introspecção, reflexão e celebração, onde cada elemento convida o público a percorrer não apenas o espaço físico, mas também camadas simbólicas da história e da memória afro-brasileira.


A exposição conta com recursos de acessibilidade e oferece visitas educativas mediante agendamento prévio. 


Ònà Irin: caminho de ferro


Artista: Nádia Taquary

Curadoria: Amanda Bonan, Ayrson Heráclito e Marcelo Campos

Local: Sesc Belenzinho – Galpão | Rua Padre Adelino, 1000 – Belém, São Paulo/SP

Período: Até 26 de abril de 2026

Horário: Terça a sábado, das 10h às 21h | Domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

Acessibilidade: A exposição conta com recursos de acessibilidade

Visitas educativas: Agendamento pelo link https://forms.office.com/r/2yX34kpRyW

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