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Moradores e comerciantes do Centro de São Paulo ficam mais de 48 horas sem luz após novo apagão

  • imprensa5967
  • há 17 minutos
  • 2 min de leitura

Mais de 30 mil imóveis foram afetados por apagão iniciado na última terça; episódio marca mais uma calamidade em decorrência da falta de preparo de Nunes e Enel


Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Moradores e comerciantes da Rua Augusta e de bairros centrais de São Paulo completaram mais de 48 horas sem energia elétrica. O apagão, que começou na última terça-feira (3/2) por volta do meio-dia, afetou mais de 30 mil imóveis na Bela Vista, Consolação, Higienópolis, Vila Buarque e Santa Cecília. A Enel, concessionária responsável pelo fornecimento, não divulga atualização do número de locais ainda sem luz nem apresenta previsão de normalização. O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que empilha pedidos de podas há meses, também não se manifestou sobre o ocorrido.


As ruas da região central ficaram tomadas por geradores instalados de forma improvisada nas calçadas, entradas de prédios e pontos comerciais. Parte dos equipamentos foi fornecida pela própria Enel, enquanto outros foram contratados por moradores e lojistas que tentam reduzir os prejuízos causados pelo blecaute prolongado. Segundo funcionários da concessionária, o epicentro do problema é a Rua Paim, na Bela Vista.


Na tarde de quinta, a Enel removeu um disjuntor defeituoso da rede subterrânea na Rua Paim, mas funcionários informaram que o maior problema continua sendo o cabeamento, que ainda está sendo mapeado. A empresa alega que a rede subterrânea dificulta os reparos e exige procedimentos técnicos específicos para identificar o ponto exato da falha.


Desde a madrugada de quarta-feira, moradores relatam instabilidade constante no fornecimento e longos períodos completamente sem energia. Na manhã de quinta, ruas inteiras ainda estavam às escuras, segundo comerciantes ouvidos pela reportagem. A interrupção afeta residências, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais da região.


A Enel não informou a causa geral do apagão nem apresentou cronograma para restabelecimento completo da energia. Enquanto isso, a população da região central segue convivendo com prejuízos, interrupção de serviços e o barulho e poluição gerados pelos equipamentos emergenciais espalhados pelas ruas há dois dias.

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