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MP abre inquérito para investigar Nunes por ceder Interlagos de graça ao Lollapalooza

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Gestão municipal abriu mão de R$ 2,7 milhões ao dispensar cobrança pelo autódromo à empresa Rock World, sem licitação e sem justificativa pública


Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar as irregularidades na cessão gratuita do Autódromo de Interlagos ao Lollapalooza 2026 pela gestão Ricardo Nunes (MDB). A investigação questiona a cessão à organizadora do evento sem licitação, o que lesa diretamente os cofres públicos da capital paulista.


O caso ganhou contornos mais nítidos quando se compara com o ano anterior: em 2025, a prefeitura arrecadou R$ 2,7 milhões pelo uso do espaço. Em 2026, a cessão foi gratuita. Em contrapartida, o município passou a figurar como "apoiador institucional" do festival, com direito a expor sua marca em palcos, tendas e painéis de LED, além de repostar conteúdos do evento nas redes sociais oficiais. A gestão Nunes, em suma, trocou dinheiro público por visibilidade de marketing.


A vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) foi quem primeiro acionou o MP, antes mesmo de o inquérito ser aberto. Em sua representação, ela questionou a ausência de qualquer processo transparente para justificar a renúncia de receita. "A prefeitura, sem nenhuma justificativa, sem nenhuma transparência, sem nenhuma prestação de contas para os munícipes, abdicou desse recurso que poderia ser destinado para áreas que estão carecendo de investimento, como saúde, infraestrutura, educação e saneamento básico", afirmou a parlamentar.


O caso não está isolado. A cessão gratuita de Interlagos foi publicada no Diário Oficial em 18 de março, dias antes do decreto que remanejou R$ 51,9 milhões do orçamento municipal – retirando recursos de programas para idosos e do subsídio ao transporte público para cobrir obras viárias e reformas no próprio autódromo. As duas decisões, juntas, compõem um retrato preciso das prioridades da gestão: dinheiro público flui para quem já tem; quem depende do serviço público aguarda.


A prefeitura não se manifestou sobre o inquérito aberto pelo MP.

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