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#26 | Newsletter do PSOL de São Paulo

  • imprensa5967
  • 29 de set. de 2025
  • 4 min de leitura

Newsletter do PSOL | 26ª Edição 


Toda semana, no seu e-mail.


Boa leitura!


Povo nas ruas derrota a PEC da Blindagem



A população brasileira ocupou as ruas em todo o Brasil e deu o recado: acabou a paciência com a impunidade no Brasil. Essa forte mobilização no País, que mostrou a força das esquerdas, da classe trabalhadora e do povo na rua, teve efeito rápido. Poucos dias após o ato, a CCJ do Senado enterrou por unanimidade a PEC da Blindagem, conhecida também como PEC da Bandidagem, que impediria parlamentares de serem presos em flagrante e em responderem por crimes sem autorização do próprio Congresso.


Dentro da própria direita, autora e defensora principal da PEC da Blindagem, já há a ideia de que aprovar esse texto escabroso foi um tiro no pé. Em meio às indignações com o projeto de Anistia, que também reforçaria a impunidade para golpistas no Brasil, a votação silenciosa e recheada de golpes da PEC da Bandidagem terminou de revoltar a população, que foi às ruas como resposta. Só na cidade de São Paulo, mais de 100 mil ocuparam a Avenida Paulista. A pressão popular mostrou sua capacidade de vitória frente aos desmandos do Centrão e da extrema-direita bolsonarista.


Saiba o que está em jogo aqui.



Ricardo Nunes envia à Câmara proposta de reajuste do IPTU acima da inflação



O prefeito Ricardo Nunes (MDB) enviou à Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei para o IPTU de 2026 que propõe aumentos de 10% para residências e 15% para imóveis comerciais. Caso aprovado esse reajuste, ele estará bem acima da inflação projetada para o período – segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial do Brasil, o índice acumulado do ano até agosto foi de 3,15%, e a inflação dos últimos 12 meses acumulou aumento de 5,13%.



Pressionados já pelos altos custos da cidade, moradores e empreendedores agora recebem mais esse ataque do atual prefeito. Segundo a justificativa municipal, o aumento visa “recuperar perdas acumuladas e ampliar receitas municipais para investimentos em infraestrutura, transporte e manutenção urbana”. No entanto, críticos apontam que tal estratégia recai sobre quem menos pode pagar, pois os imóveis de menor valor serão os que sentirão mais impacto proporcionalmente, enquanto as grandes empresas e super ricos amigos de Nunes não sofrerão.


Entenda a gravidade disso aqui.



Chuvas fortes em São Paulo: 139 árvores caídas e apagão que atingiu 900 mil pessoas



A forte chuva que atingiu a capital paulista nesta última semana deixou um rastro de destruição e caos: ao menos 139 árvores foram derrubadas pela ventania, muitas delas tombando sobre carros, vias e até fachadas residenciais. Na zona sul, uma subestação elétrica sofreu falha que resultou em apagão, afetando 900 mil pessoas e deixando bairros inteiros sem luz por horas. Em meio ao temporal, denúncias de omissão da prefeitura de Ricardo Nunes e da gestão municipal emergem com força.


O apagão foi provocado por sobrecarga na subestação de Sacomã, segundo a concessionária, que precisou desligar circuitos para evitar rompimentos mais graves. Mas a lentidão nos reparos e na resposta emergencial gerou indignação entre usuários. Em muitos casos, hospitais, indústrias e residências ficaram às escuras em plena chuva – situação que expõe descoordenação do poder público em momentos de crise.


Veja a calamidade vivida por São Paulo aqui.



SP Sem Aporofobia: Amanda Paschoal e Eduardo Suplicy propõem lei contra discriminação a pessoas pobres



Em uma ação inédita na capital paulista, a vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) e o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) protocolaram um Projeto de Lei Municipal intitulado “SP Sem Aporofobia”, que pretende tipificar como ato ilícito e sancionável a discriminação contra pessoas pobres, indigentes ou em situação de rua. A iniciativa visa preencher uma lacuna: embora existam leis contra racismo, misoginia e LGBTfobia, não há ainda dispositivo específico que reconheça o preconceito fundado na pobreza — a chamada aporofobia.



O projeto estabelece que qualquer ato — verbal, simbólico ou institucional — que vise humilhar, excluir ou perseguir alguém por motivo de situação econômica será passível de multa administrativa, reparação civil e sanções municipais. Também prevê campanhas educativas, capacitação de servidores públicos para lidar com vulnerabilidade social e criação de ouvidoria especializada para recebimento de denúncias. Segundo os autores, a legislação terá caráter antidiscriminatório e emancipatório, reforçando que a pobreza não pode ser usada como critério de exclusão social ou de hierarquias morais.


Saiba mais sobre a importância desse projeto aqui.



São Paulo tem o menor percentual de salas de aula climatizadas do Brasil



Dados recém divulgados pelo Anuário Brasileiro da Educação Básica apontam que o estado de São Paulo lidera um ranking negativo: possui o menor percentual de salas de aula climatizadas do país. Só 13,7% de todas as salas de aula, entre redes públicas e privadas, contam com algum tipo de climatização. Entre as escolas públicas, o percentual cai para 12,4%, e no caso da educação estadual paulista, despenca para apenas 2,7%.


Essa realidade contrasta com os grandes anúncios feitos pelo governo Tarcísio. Após investimento de R$ 350 milhões, o avanço ainda está muito aquém do necessário para atenuar os impactos do calor nos ambientes escolares, sobretudo nos períodos de ondas de calor. As consequências desse baixo índice são visíveis para estudantes, professores e servidores: salas abafadas, turnos do fim da tarde quase impossíveis, exaustão, dificuldade de concentração e queda no rendimento escolar.


Saiba por que isso é arriscado para as crianças aqui.



Cultura | Terra em Trama: instalação na 14ª Bienal Internacional de Arquitetura expõe territórios indígenas em disputa



De 1º de outubro a 2 de novembro de 2025, o Museu das Culturas Indígenas (MCI), em São Paulo, recebe a instalação Terra em Trama, parte da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. A obra foi construída de forma colaborativa, em estrutura de sapé, durante oficina realizada em setembro no próprio museu. Conduzida pelo Estúdio Fronteira e pelo construtor Guarani Elias Fernandes Cordeiro (Verá Popygua), com mediação da UFPR, a instalação traz consigo não apenas uma estética arquitetônica, mas um gesto político de resistência.


“Terra em Trama” coloca comunidades indígenas como protagonistas na representação de seus territórios ancestrais. Em contraposição às práticas coloniais de documentação que exotizam povos originários, a mostra reúne mapas produzidos coletivamente por diferentes etnias do Paraná, articulando memória, oralidade e técnicas ancestrais de construção. São “auto-retratos cartográficos” que revelam a relação profunda entre terra, corpo e cultura, denunciando ao mesmo tempo a violência da disputa territorial.

Saiba mais sobre a instalação aqui.


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