top of page

#41 | Newsletter do PSOL de São Paulo

  • imprensa5967
  • há 27 minutos
  • 4 min de leitura

Newsletter do PSOL | 41ª Edição 


Toda semana, no seu e-mail.


Boa leitura!



Mais de 80 pessoas foram levadas a delegacias por falhas no reconhecimento facial do Smart Sampa



Oitenta e duas pessoas foram conduzidas a delegacias e posteriormente liberadas devido a inconsistências no sistema Smart Sampa entre novembro de 2024 e maio de 2025. Os dados constam na nota técnica "Smart Sampa: Transparência para quem? Transparência de quê?", produzida pelo Laboratório de Políticas Públicas e Internet (Lapin), Instituto Peregum e Rede Liberdade a partir de informações obtidas pela Lei de Acesso à Informação e do Relatório de Transparência da prefeitura.


Das 82 pessoas conduzidas equivocadamente, 53 foram liberadas por ausência de baixa no mandado de prisão no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisão (BNMP), seis por inconsistência cadastral no próprio banco de dados do Smart Sampa e 23 em virtude de falhas no reconhecimento facial. Os casos evidenciam problemas estruturais tanto nas bases de dados quanto no software utilizado pelo sistema.


Saiba mais aqui.



Moradores e comerciantes do Centro de São Paulo ficam mais de 48 horas sem luz após novo apagão



Moradores e comerciantes da Rua Augusta e de bairros centrais de São Paulo completaram mais de 48 horas sem energia elétrica. O apagão, que começou na última terça-feira (3/2) por volta do meio-dia, afetou mais de 30 mil imóveis na Bela Vista, Consolação, Higienópolis, Vila Buarque e Santa Cecília. A Enel, concessionária responsável pelo fornecimento, não divulga atualização do número de locais ainda sem luz nem apresenta previsão de normalização. O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que empilha pedidos de podas há meses, também não se manifestou sobre o ocorrido.


As ruas da região central ficaram tomadas por geradores instalados de forma improvisada nas calçadas, entradas de prédios e pontos comerciais. Parte dos equipamentos foi fornecida pela própria Enel, enquanto outros foram contratados por moradores e lojistas que tentam reduzir os prejuízos causados pelo blecaute prolongado. Segundo funcionários da concessionária, o epicentro do problema é a Rua Paim, na Bela Vista.


Entenda o que está acontecendo aqui.



Nunes cobra "empreendedorismo" de blocos enquanto bancava com emendas bloco de amigos e Igreja de Valadão



O prefeito Ricardo Nunes (MDB) cobrou "empreendedorismo" dos blocos de carnaval que pedem aumento de repasses municipais, afirmando que não podem "ficar acomodados querendo tudo do governo". A declaração, porém, contrasta com a prática do próprio Nunes, que durante anos bancou com emendas parlamentares o bloco Atrás do Copo, tradicional da Vila Rica, seu bairro na zona sul, onde iniciou a carreira política.


"A prefeitura de São Paulo incentiva que as pessoas tenham sempre o seu despertar de empreendedorismo. Ficar acomodado, querendo tudo do governo, não é por aí. Cada um também tem que ter a sua parte de buscar o patrocínio", disse Nunes à imprensa. Após Nunes se eleger vice-prefeito em 2020, o mecenas do bloco passou a ser Marcelo Messias, hoje líder do MDB na Câmara e herdeiro da influência de Nunes na região.


Veja mais sobre a mentira de Nunes aqui.



Letalidade policial em SP sobe pelo 3º ano consecutivo sob Tarcísio; maioria das vítimas é jovem e negra



A letalidade policial em São Paulo voltou a crescer em 2025 e atingiu o terceiro aumento consecutivo durante o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foram 834 pessoas mortas em decorrência de ações de policiais civis e militares, em serviço ou de folga, ao longo do ano. O número representa 21 mortes a mais do que em 2024 e marca o maior patamar desde 2019.


O racismo sistêmico e estrutural se mantém central: ao menos 59,7% das vítimas eram negras (pretos ou pardos), enquanto 32,1% eram brancas. Os percentuais destoam do perfil da população no estado, em que quase 58% dos habitantes se declaram brancos e 41%, pardos ou pretos. A ampla maioria das mortes vitimou jovens entre 18 e 35 anos (458) e homens (ao menos 823).


Entenda esses dados aqui.



Escolas cívico-militares de Tarcísio começam com erros de português no quadro e sem uniforme para alunos



As escolas cívico-militares de São Paulo, bandeira do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciaram o ano letivo de 2026 com problemas que escancaram a fraude representada pelo programa. Na Escola Estadual de Caçapava, vídeos flagraram erros grosseiros de português cometidos por policiais militares aposentados durante atividades de ordem unida no primeiro dia de aula: "descançar" grafado com "ç" em vez de "descansar" com "s", e "continêcia" sem a letra "n" antes do "c" – o correto é "continência".


O episódio ocorreu logo no início das atividades do modelo que custará R$ 17 milhões por ano aos cofres públicos e emprega 208 policiais militares aposentados como monitores. Outro problema grave é a falta de uniformes. Uma semana antes do início das aulas, a Secretaria da Educação ainda não havia entregue os kits nos colégios que adotaram o modelo militarizado. Até o momento, não há previsão para que a entrega ocorra e as escolas improvisam na orientação aos alunos.


Saiba mais sobre esse absurdo aqui.



Cultura | Museu das Favelas celebra centenário de Frantz Fanon com 130 obras de 8 países



O Museu das Favelas apresenta até 24 de maio a exposição "Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon", reunindo mais de 130 obras de artistas de oito países em torno do legado do médico psiquiatra, pensador e revolucionário martinicano que marcou os séculos XX e XXI. A mostra propõe um encontro entre as ideias de Fanon e a produção artística contemporânea, demonstrando como seu pensamento segue influenciando gerações de ativistas, artistas e intelectuais.


Dividida em quatro eixos temáticos — identidade, corpo, território e sonho —, a exposição convida o público a refletir sobre a imaginação como prática radical de transformação da realidade. A curadoria de Thaís de Menezes e Jairo Malta articula trabalhos de nomes como Dalton Paula, No Martins, Bruno Baptistelli, Flávio Cerqueira e dezenas de outros artistas que dialogam com questões centrais do pensamento fanoniano: a descolonização, a violência colonial, os processos de racialização e as possibilidades de emancipação.


Mais informações sobre a exposição aqui.

Comentários


bottom of page