8M: Marcha das Mulheres traz pauta pela vida, contra o imperialismo e pelo fim da escala 6x1 em 2026
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Ato unificado na Avenida Paulista marca Dia Internacional de Luta das Mulheres com agenda que conecta feminismo popular, soberania e defesa do trabalho digno

O próximo dia 8 de março promete marcar a Avenida Paulista com a força histórica da luta das mulheres. A Marcha do Dia Internacional de Luta das Mulheres reunirá movimentos sociais, organizações feministas e partidos políticos em frente ao MASP, a partir das 14h, para um ato que vai além da data simbólica: é um chamado à resistência coletiva em tempos de avanço conservador e neoliberal.
A mobilização deste ano traz um recorte urgente. As pautas centrais conectam a defesa da vida das mulheres, o combate ao imperialismo, a luta por democracia e soberania popular, além de uma bandeira que tomou as ruas do país: o fim da escala 6x1. É uma agenda que articula corpo, trabalho e território, reconhecendo que a precarização da vida das trabalhadoras não pode ser separada das violências estruturais do capitalismo patriarcal e racista.
Organizada pela Marcha Mundial das Mulheres, movimento feminista internacional presente em mais de 60 países, a data remonta a 1917, quando mulheres trabalhadoras iniciaram a Revolução Russa lutando contra a fome e a guerra marchamundialdasmulheres. Desde então, o 8 de março não é celebração, mas mobilização. É dia de ocupar as ruas para denunciar que o sistema que explora, oprime e mata precisa ser transformado.
A inclusão do fim da escala 6x1 na pauta do ato reflete a intensidade do debate que mobilizou o Brasil nos últimos meses. A jornada exaustiva de trabalho impacta diretamente a vida das mulheres, que seguem sobrecarregadas com a dupla e tripla jornada, entre o trabalho remunerado e o trabalho de cuidado não reconhecido. A luta por redução da jornada é, também, luta por tempo de vida, por saúde, por dignidade.
O PSOL estará presente na Paulista para somar forças nessa mobilização. O 8 de março é momento de reafirmar que a construção de um país justo passa, necessariamente, pela organização das mulheres e pelo enfrentamento às políticas que precarizam vidas enquanto concentram riqueza.
A Marcha Mundial das Mulheres defende um feminismo popular, construído a partir da realidade concreta das mulheres trabalhadoras do campo, da cidade, das águas e florestas, com base na auto-organização e na diversidade como força de resistência. É uma perspectiva que coloca a vida no centro, e não o lucro. Que aponta caminhos como a reforma agrária popular, a demarcação de terras indígenas, a economia solidária feminista e a agroecologia como alternativas reais ao modelo de exploração vigente.
As mulheres seguem na linha de frente contra o avanço da extrema direita, contra as violências direcionadas aos corpos e contra um modelo de sociedade que insiste em subordinar, silenciar e explorar. Não basta resistir: é preciso avançar. E é nas ruas que essa construção ganha corpo, voz e movimento.
Local: MASP – Avenida Paulista, São Paulo
Data: 8 de março (domingo)
Horário: 14h