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Boulos se reúne com STF contra escolas cívico-militares de Tarcísio

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Ministro de Lula discutiu ação do PSOL que questiona falta de estudo de impacto orçamentário do programa em São Paulo


Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), se reuniu na última semana com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes para tratar do modelo de escolas cívico-militares adotado pela atual gestão do governo de São Paulo. Durante o encontro, eles discutiram a ação movida pelo PSOL contra o programa implementado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).


Boulos participou da reunião acompanhado da deputada federal Professora Luciene (PSOL-SP) e do deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP). Relator do caso no Supremo, Gilmar Mendes ouviu as demandas apresentadas pelo ministro e pelos parlamentares. Em março de 2025, o partido já havia solicitado que o magistrado analisasse o pedido de liminar que pode suspender o programa.


Na ação inicial, protocolada em maio de 2024, o PSOL argumenta que a implantação do modelo está em curso no estado sem que o governo paulista tenha apresentado estudo de impacto orçamentário. O partido afirma que a falta de transparência poderá resultar em desvio de recursos públicos, contratações precárias e prejuízos irreparáveis à educação paulista.


O programa de escolas cívico-militares tem sido uma das bandeiras da gestão Tarcísio de Freitas, mas enfrenta resistência de movimentos sociais, entidades educacionais e partidos de esquerda. Evidências apontam que o modelo militariza o ambiente escolar, impõe disciplina rígida inadequada ao desenvolvimento pedagógico e desvia recursos que poderiam ser investidos na melhoria estrutural das escolas públicas.


A questão orçamentária também é importante na ação do PSOL. Sem estudos prévios sobre custos, não há garantia de que o programa seja sustentável financeiramente ou que não prejudique outras áreas da educação estadual.


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