#36 | Newsletter do PSOL de São Paulo
- imprensa5967
- 8 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
Atualizado: 10 de dez. de 2025

Newsletter do PSOL | 36ª Edição
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Boa leitura!
Milhares de pessoas tomam a Paulista em ato histórico contra escalada de feminicídios

A Avenida Paulista foi tomada por milhares de pessoas na tarde do último domingo (7) no maior ato nacional contra o feminicídio dos últimos anos. Organizada pelo Levante Mulheres Vivas, a manifestação teve início às 14h, com concentração desde o meio-dia no vão do MASP, e mobilizou simultaneamente mais de 15 cidades brasileiras em resposta à escalada brutal de violência contra mulheres no país.
O ato em São Paulo reuniu militantes e ativistas, partidos, movimentos sociais, sindicatos e cidadãos indignados com os casos recentes que chocaram o Brasil. A capital registrou 53 feminicídios entre janeiro e outubro de 2025, o maior número desde 2015, quando a série histórica foi iniciada. No estado, foram 207 casos no mesmo período, aumento de 8% em relação ao ano anterior. A maioria dos crimes ocorre dentro de casa e as vítimas são assassinadas com armas brancas ou objetos contundentes.
Saiba tudo sobre o ato aqui.
Nunes deixa 20 mil pedidos de poda sem resposta na entrada da temporada de chuvas

A chegada da temporada de chuvas intensas encontra São Paulo com 19.175 solicitações de poda e remoção de árvores em aberto até setembro de 2025. O distrito de Itaquera, no extremo leste, lidera o ranking do abandono: apenas 24,7% dos pedidos foram atendidos entre janeiro e setembro, o pior índice da capital. Das 1.886 solicitações registradas pelos moradores, somente 466 receberam resposta da prefeitura.
O descaso com Itaquera não é novidade. No ano passado, no mesmo período, a região esteve na mesma posição, com somente 37% dos pedidos atendidos. A situação se repete ano após ano, transformando o que deveria ser manutenção preventiva em risco permanente para a população.
Entenda a situação aqui.
Metade da população de São Paulo pode ficar sem água em meio à crise hídrica
Mais de 24 milhões de pessoas no estado de São Paulo já enfrentam algum tipo de restrição no abastecimento de água. A crise hídrica, a pior desde 2014, atinge os 39 municípios da Região Metropolitana, incluindo a capital paulista, e pelo menos sete cidades do interior como Bauru, Americana, Rio Claro, Birigui, Valinhos, Salto e Tambaú.
Os dados são alarmantes: o Sistema Integrado Metropolitano opera com apenas 26,6% do volume útil, enquanto o Sistema Cantareira – responsável por 41% do abastecimento da Grande São Paulo – está com 21,6%. São níveis considerados críticos por especialistas, especialmente às vésperas do verão. Embora a Sabesp e o governo estadual insistam que não há racionamento, apenas "redução de pressão" no período noturno, a realidade nas periferias e bairros mais distantes é outra. Moradores relatam ficar sem água por períodos prolongados, com a baixa pressão impedindo que a água chegue às caixas d'água, especialmente em áreas mais altas.
Entenda essa calamidade aqui.
Regulamentação de mototáxi feita às pressas por Nunes prejudica trabalhadores

A Câmara Municipal de São Paulo votou o projeto de lei que regulamenta o serviço de transporte por motocicletas via aplicativo na capital. A proposta, relatada pelo vereador Paulo Frange (MDB), da base de Ricardo Nunes, acumula exigências burocráticas e restrições que, na prática, inviabilizam o trabalho de milhares de motociclistas. O texto foi apresentado na quarta-feira e aprovado em primeiro turno no dia seguinte, com previsão de votação final na próxima segunda (8).
A tramitação acelerada expõe o descaso da gestão Nunes com a categoria. Após resistir por anos à regulamentação e só aceitar fazê-la quando perdeu na Justiça, o prefeito apresenta agora um projeto elaborado sem diálogo adequado com os trabalhadores que serão diretamente afetados. Entre os novos entraves, estão a falta de prazo para autorização de credenciamento, placa vermelha obrigatória e proibição de circular no centro expandido.
Saiba mais sobre esse absurdo aqui.
PMs agridem pessoa com deficiência e aterrorizam moradores em ação brutal na zona leste de SP

Moradores da Vila São Nicolau, na zona leste de São Paulo, denunciaram uma ação violenta de policiais militares ocorrida na tarde do último domingo (30). Vídeos gravados por câmeras de segurança e celulares mostram PMs dando voadora, socos, golpes de cassetete e lançando spray de pimenta contra pessoas que estavam na rua, incluindo um homem com deficiência e uma mulher que precisou levar pontos na cabeça.
A ação começou por volta das 18h30, na Rua Cachoeira São Benedito. O local estava movimentado em um domingo comum: crianças andavam de bicicleta e adultos conversavam sentados na calçada, até que duas viaturas da Polícia Militar chegaram cantando pneu. As imagens revelam a brutalidade da abordagem. Um homem que estava sentado em uma cadeira é derrubado e recebe spray de pimenta no rosto. A pessoa com deficiência, identificada pelos moradores como residente da rua, foi agredida com voadora e cassetete.
Veja mais sobre essa ação criminosa da PM aqui.
Justiça suspende derrubada de bosque na Vila Sônia após ação de parlamentares do PSOL

A Justiça de São Paulo determinou a suspensão da derrubada de 384 árvores na Avenida Guilherme Dumont Villares, na Vila Sônia, Zona Oeste da capital. A decisão da juíza Celina Kiyomi Toyoshima atende a uma ação popular protocolada pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Gianazzi, todos do PSOL. O recurso impetrado pelos parlamentares buscava impedir a supressão de vegetação para a construção do condomínio residencial da Construtora Tenda.
Apesar da liminar, parte das árvores já havia sido derrubada. O corte, autorizado pela Prefeitura de São Paulo, havia começado na quarta-feira (26). A autorização municipal permitia o manejo de 384 árvores, sendo 128 nativas, 226 exóticas, cinco espécies invasoras e 25 consideradas mortas.
Entenda o que está em jogo aqui.
Cultura | "Migrar": nova exposição do Museu da Imigração amplia vozes e narrativas sobre migração no Brasil

O Museu da Imigração inaugura no dia 9 de dezembro a exposição de longa duração "Migrar – Histórias Compartilhadas Sobre Nós", que marca uma mudança de posicionamento institucional ao ampliar as perspectivas sobre a temática migratória. A mostra rompe com narrativas que durante muito tempo priorizaram histórias das migrações internacionais do passado, especialmente aquelas vindas da Europa e da Ásia associadas ao ciclo do café entre os séculos XIX e XX.
A exposição foi produzida a partir de um projeto curatorial colaborativo que, desde 2022, promoveu escuta com migrantes, refugiados, acadêmicos, ativistas e moradores do entorno. O resultado é uma mostra que reconhece a legitimidade de múltiplas trajetórias e destaca que a pluralidade dessas histórias permite enxergar os deslocamentos como fenômeno constitutivo da humanidade.
Mais informações sobre a exposição aqui.


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