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#46 | Newsletter do PSOL de São Paulo

  • há 5 horas
  • 5 min de leitura

Newsletter do PSOL | 46ª Edição 


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Boa leitura!



Empresa laranja investigada por esquema na Prefeitura usou terceirizados para fazer campanha de Nunes



A agência MM Quarter, pivô de uma crise que derrubou o presidente da SPTuris e o secretário-adjunto de Turismo na Prefeitura de São Paulo, mobilizou sua equipe permanente e recrutou guias de turismo terceirizados pela gestão Ricardo Nunes (MDB) para trabalharem como cabos eleitorais na campanha à reeleição do prefeito da capital, em 2024. Depoimentos e comprovantes de depósito obtidos pelo colunista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, mostram cabos eleitorais de Nunes sendo pagos pela Quarter, sem nota fiscal. A agência não aparece na lista de fornecedores apresentada pela campanha do prefeito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Imagens obtidas mostram que, entre as pessoas que palestraram sobre como convencer eleitores a votarem em Nunes, estavam Rodolfo Marinho, então adjunto do Turismo e agora investigado pela CGM como sendo sócio oculto da Quarter, e Marcelo Correia de Moraes, que a coluna vem mostrando ser o operador da Quarter. Ele é o "contato institucional" entre Quarter e SPTuris, segundo a própria empresa municipal de Turismo.


Entenda mais esse escândalo aqui.



Erika Hilton é eleita a primeira presidenta trans da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara



A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu, na última quarta-feira (11), a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir o colegiado neste ano. Ela recebeu 11 votos contra dez votos em branco. Ela substitui a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG). No discurso de posse, ela lembrou que é a primeira mulher trans a presidir a comissão e disse que pretende conduzir a gestão com diálogo e defesa dos direitos das mulheres. 


"Esta presidência não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia que se expande. Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país". A presidente recém-eleita disse que irá acelerar a tramitação de projetos voltados para a proteção de mulheres e que também irá tratar da disseminação dos chamados "discursos Red Pill" nas redes sociais. 


Saiba mais sobre a nova posição ocupada por Erika Hilton aqui.



Escândalo do Banco Master revela trama entre Tarcísio, maior doador de campanha e privatização fraudulenta da EMAE



A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou na última quarta-feira (11) a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel, personagem central no escândalo que conecta o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Banco Master. Zettel é empresário e também atua como pastor ligado à Igreja Lagoinha em Belo Horizonte. Nas eleições de 2022, foi o sexto maior doador individual do país, com repasses de R$ 3 milhões para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – segunda maior doação – e R$ 2 milhões para a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), então candidato ao cargo.


Fabiano Zettel, cunhado laranja de Daniel Vorcaro, dono do Master, foi o maior doador da campanha de Tarcísio ao governo. O que se investiga agora é se a doação milionária rendeu uma contrapartida igualmente milionária: a privatização fraudulenta da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), que serviu de ponte para injetar R$ 160 milhões no banco falido. A EMAE é considerada uma empresa estratégica para o estado de São Paulo, atuando no sistema hídrico e na geração de energia, incluindo as usinas de Henry Borden e os reservatórios Billings e Guarapiranga. Ela foi vendida por apenas R$ 1 bilhão, enquanto estudos do próprio governo paulista haviam apontado para um valor potencial de R$ 10 bilhões. A venda aconteceu poucos meses após Tarcísio assumir o governo estadual.


Entenda esse caso de corrupção aqui.



Maioria dos ambulantes de SP é impedido de trabalhar legalizado por sistema da Prefeitura, que bloqueia cadastro em áreas como a 25 de Março



Uma pesquisa inédita realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) aponta que a cidade de São Paulo concentra pelo menos 12.671 trabalhadores ambulantes em 12.377 bancas de vendas espalhadas pela capital. O levantamento escancara o fracasso do sistema de regularização municipal: apenas 39% dos trabalhadores dizem ter permissão da prefeitura para trabalhar onde atua, enquanto a maior parte dos entrevistados (56%) trabalha sem permissão do Poder Público.


Desses, 80% revelaram interesse em adquirir a autorização, mas encontram dificuldade para obtê-la por causa dos altos custos, da burocracia ou porque a 6disponibilização dos pontos é ruim. E o motivo não é acidental: o próprio sistema da prefeitura bloqueia o acesso às áreas mais lucrativas da cidade. A prefeitura alega que 70% da cidade está disponível para cadastro, mas regiões como Brás, 25 de Março, Liberdade, arredores do Mercado Municipal e Avenida Paulista são bloqueados – justamente os locais com maior fluxo de pessoas e potencial de venda.


Saiba o que está por trás desse bloqueio aqui.



Concessão de pátios por Tarcísio pode acabar com 50 mil empregos no setor de guinchos



Trabalhadores e empresários do setor de guinchos, que mobilizaram suas estruturas para eleger Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022, agora denunciam que o governador os abandonou para entregar o setor a grandes grupos econômicos. A concessão dos pátios veiculares do estado pode eliminar 50 mil postos de trabalho, segundo estimativas dos sindicatos da categoria.


A revolta do setor se expressa nas palavras de Lázaro Fernando de Carvalho, dirigente da Associação dos Proprietários de Pátios e Guinchos do Estado de São Paulo (Apagesp): "Nós trabalhamos por ele. Tinha guincho puxando pallet de panfleto. Nós trabalhamos em campanha para o Tarcísio. Ele traiu todos que o apoiaram". A analogia com o trator, marca registrada de Tarcísio desde a campanha, agora é usada pela categoria para denunciar o governador. "Ligaram o trator de esteira, botaram fone de ouvido e estão massacrando tudo", afirma Ronaldo Eger, representante do sindicato dos proprietários de guinchos.


Entenda mais essa traição de Tarcísio aqui.



Cultura | "La Chola Poblete: Pop andino" no MASP: arte latina que desafia cânones coloniais



O MASP recebe até 2 de agosto a exposição "La Chola Poblete: Pop andino", primeira mostra individual no Brasil da artista argentina La Chola Poblete (Guaymallén, Argentina, 1989). A exposição integra a programação anual do museu dedicada às Histórias latino-americanas e apresenta trabalhos que partem da arte pop para ressignificá-la em um contexto latino-americano, articulando discussões sobre gênero, sexualidade, identidades cholas e os efeitos do colonialismo.


O termo chola se refere a mulheres de ascendência indígena e surgiu como uma injúria racial no Peru e na Bolívia, de onde vêm os antepassados da artista. Poblete parte dessa narrativa para desconstruir estereótipos produzidos sobre sua comunidade e história, trabalhando com pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e performance.


Mais informações sobre a exposição aqui.

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