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#44 | Newsletter do PSOL de São Paulo

  • há 4 horas
  • 4 min de leitura

Newsletter do PSOL | 44ª Edição 


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Boa leitura!


Laranjal de Nunes: R$ 232 milhões em contratos fantasmas e quedas no alto escalão da Prefeitura



O prefeito Ricardo Nunes (MDB) demitiu na última quarta-feira (25) o secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho, e o presidente da SPTuris, Gustavo Pires, após denúncias de um esquema de empresas laranjas que movimentou R$ 232 milhões em contratos com a prefeitura. A Controladoria Geral do Município encontrou uma procuração que comprova ligação direta entre Marinho e a empresa MM Quarter, registrada em nome de Nathália Carolina de Souza Silva, que mora em um cortiço na zona norte.


A MM Quarter foi fundada em abril de 2022, sete dias antes de Marinho ser nomeado secretário de Turismo. Nathália era sua sócia minoritária em uma empresa de comunicação política. Desde então, a Quarter passou a acumular contratos sem licitação com a SPTuris e a Secretaria de Turismo, organizando desde o Carnaval até shows gospel, Fórmula 1 e eventos da prefeitura, e ainda contava com uma folha de pagamentos secreta.


Entenda esse escândalo aqui.


8M: Marcha das Mulheres traz pauta pela vida, contra o imperialismo e pelo fim da escala 6x1 em 2026



O próximo dia 8 de março promete marcar a Avenida Paulista com a força histórica da luta das mulheres. No domingo, a Marcha do Dia Internacional de Luta das Mulheres (conhecido como 8M) reunirá movimentos sociais, organizações feministas e partidos políticos (como o PSOL) em frente ao MASP, a partir das 14h, para um ato que vai além da data simbólica: é um chamado à resistência coletiva em tempos de avanço conservador e neoliberal, com o mote “Pela Vida das Mulheres! Contra o Imperialismo, por Democracia e Soberania”.


A mobilização deste ano traz um recorte urgente. As pautas centrais conectam a defesa da vida das mulheres, o combate ao imperialismo, a luta por democracia e soberania popular, além de uma bandeira que tomou as ruas do país: o fim da escala 6x1. É uma agenda que articula corpo, trabalho e território, reconhecendo que a precarização da vida das trabalhadoras não pode ser separada das violências estruturais do capitalismo patriarcal e racista.


Saiba tudo sobre o ato aqui.



Boulos defende escala 5x2 com redução real de jornada: "Não adianta tirar o sábado e o domingo e passar a 10 horas por dia"



O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu em encontro com os garis do Distrito Federal, na última semana, o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho. Em assembleia que integra agenda nacional de diálogo com diversas categorias, Boulos deixou clara a posição do governo federal: a luta não é apenas pelo fim do trabalho aos sábados, mas pela redução efetiva da jornada sem perda salarial.


Acabar com a 6x1, ou seja, no máximo 5 dias por semana. Essa é a luta que nós estamos entrando. E outra, reduzir a jornada sem ter um real de redução do salário. Não adianta nada falar, ó, tira o sábado e o domingo, e botar vocês 10 horas, 12 horas por dia durante a semana”, disse o ministro, que vem cumprindo uma agenda de encontros com diversas categorias de trabalhadores em todo o país para divulgar ações do governo Lula, e, em especial, a luta pela aprovação, no Congresso Nacional, do projeto que propõe a escala 5x2, com jornada de 40 horas semanais.

Veja mais sobre o avanço dessa pauta aqui.



Violência doméstica é apontada como principal desafio por 68% das mulheres periféricas de São Paulo



A violência doméstica, tendo o feminicídio como consequência fatal, é o maior desafio enfrentado pelas mulheres nas periferias, segundo dados do estudo Sonhos da Favela, do Instituto Data Favela. A pesquisa nacional aponta que essa é a maior preocupação para 7 em cada 10 mulheres entrevistadas. Nas periferias de São Paulo, o índice chega a 68%.


Os números refletem uma realidade alarmante. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o estado registrou o maior número de feminicídios em 2025 desde o início da série histórica, em 2018. Casos recentes, como os de Priscila Verson, de 22 anos, e Tainara Souza Santos, ambas vítimas de feminicídio na região da Vila Maria, zona norte da capital, expõem a gravidade do cenário. Em escala nacional, o Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.


Veja mais dados sobre isso aqui.



Operação Cliente Fantasma: PF mira banco da Paulista por lavar R$ 25 bilhões do crime organizado



A Polícia Federal deflagrou na última quarta-feira (25) a Operação Cliente Fantasma, que investiga o banco BMP (antiga BMP Money Plus), localizado na Avenida Paulista, por facilitação da lavagem de mais de R$ 25 bilhões, incluindo recursos das maiores organizações criminosas do Brasil. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do banco e nos endereços do presidente da instituição e do chefe do setor de compliance, em São Paulo e Barueri.


As investigações apontam que o banco deixava de informar a identificação de seus clientes ao órgão regulador, em desacordo com a Resolução 179/2022 e outras normas de prevenção à lavagem de dinheiro. Na prática, esses usuários permaneciam "invisíveis" aos órgãos de controle, funcionando como verdadeiros fantasmas dentro do sistema financeiro, o que possibilitava a movimentação bilionária de valores ilícitos sem fiscalização.


Entenda mais esse escândalo no sistema financeiro aqui.



Cultura | "Sonhe Como Uma Garota": exposição celebra trajetórias femininas em São Paulo



Sonhar é criar um território existencial, transgredir limites impostos, afirmar a própria história. É dessa premissa que nasce "Sonhe Como Uma Garota", exposição gratuita em cartaz na Biblioteca Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, entre os dias 8 e 30 de março. Mais do que uma mostra, o projeto se apresenta como um movimento cultural e social que entrelaça memórias individuais à história coletiva das mulheres na sociedade brasileira.


Idealizado pelas escritoras Gabriela Romeu e Penélope Martins, o projeto parte de um processo sensível de escuta e colheita de sonhos para compor um tecido vivo de narrativas. A proposta é valorizar tanto as superações cotidianas de avós, mães, tias, irmãs e amigas quanto as trajetórias daquelas que abriram caminhos na vida pública. O resultado é uma exposição multifacetada que une literatura, artes visuais, audiovisual e dados de pesquisa.


Mais informações sobre a exposição aqui.

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